Novo diretor-geral da PRF lutará por concursos anuais para policiais

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está sob novo comando. Adriano Marcos Furtado assumiu o posto de diretor-geral da corporação. E logo nos primeiros dias de sua gestão já demonstrou interesse em lutar para que ocorram concursos anuais para policiais.

Em reunião com representantes da Fundação dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), o novo chefe da PRF se posicionou favorável às pautas propostas pela categoria. Como por exemplo, a abertura de concursos regulares.

Durante o encontro, o presidente da FenaPRF, Deolindo Carniel, sinalizou a necessidade de aumentar o efetivo da corporação para reforçar a força de trabalho e, assim, o patrulhamento nas rodovias brasileiras. Para isso, ele propôs que o novo diretor-geral da PRF lute, junto ao governo federal, para mais autorizações de concursos para policiais.

Essa medida, de acordo com Carniel, tem o objetivo de diminuir a grande carência de pessoal da PRF. Com a divulgação de editais anuais, seria possível chegar ao número de vagas para policiais rodoviários federais previsto em lei, que é de 13 mil agentes.

Hoje em dia, a corporação conta com cerca de 10 mil policiais. O que representa um déficit de 3 mil policiais. O mesmo efetivo de 1994. O concurso em andamento para PRF, que oferta 500 vagas, não resolverá o problema de recursos humanos.

Déficit na PRF pode chegar a 5 mil policiais em 2020

A FenaPRF garante que o diretor-geral da corporação foi receptivo aos pedidos dos representantes sindicais. Segundo a categoria, o diretor-geral Adriano Furtado buscará formas de atender as solicitações propostas e lutará para que novos concursos para PRF sejam realizados. As informações foram publicadas no portal Folha Dirigida.

“Isso demonstra que os gestores do DPRF estão dispostos a trabalhar em conjunto com o sistema sindical. Tenho certeza que se mantivermos essa união em pautas e lutas traremos muitos ganhos para a categoria”, disse o presidente da federação.

O presidente do sindicato ratificou a posição de que a falta de policiais rodoviários federais atrapalha no funcionamento das atividades, que são tão importantes no dia a dia das milhares de rodovias do Brasil. Na visão dele, se não forem feitos concursos regulares para reposição de pessoal, o déficit na PRF poderá chegar a 5 mil agentes em 2020.

O Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do governo federal, aponta que a corporação já registrou mais de 700 aposentadorias desde o término da validade do último concurso para policiais, em 2013.

Sem seleção válida, a PRF não tem como convocar aprovados para suprir essa vacância por aposentadorias, mortes e também exonerações.

Novo edital de concurso PRF deve sair ainda em 2019

O próximo concurso para PRF deve ser realizado ainda este ano. Isso porque, antes mesmo de ser publicado o atual edital para corporação, o então diretor-geral, Renato Dias, indicou a abertura de uma nova seleção em 2019. A informação consta em sua página do Facebook.

Uma pessoa o questionou sobre a possibilidade de um novo concurso em 2010, em função do número expressivo de aposentados na PRF. Dias, por sua vez, sinalizou que um novo edital sairia já em 2019, mas não precisou o mês nem como estão os preparativos.

Ainda assim, o diretor-geral da PRF na época, adiantou que o concurso teria “muito mais vagas” do que as 500 que são oferecidas pelo atual edital.

Para que um novo concurso da corporação seja realizado, a PRF deve solicitar o preenchimento de vagas ao Ministério da Economia. Se autorizado, terá o prazo de seis meses para contratar banca organizadora, elaborar e, depois, publicar o edital da seleção.

Como o concurso em vigência para corporação terá validade de apenas 30 dias, é possível que uma nova seleção seja aberta, de fato, este ano.

Para ser um policial rodoviário federal é preciso ter ensino superior em qualquer área, idade de até 65 anos, além de Carteira Nacional de Habilitação na categoria B. A carreira tem remuneração de R$10.357,88 mensais, já incluído o valor do auxílio-alimentação.

Provas do atual concurso PRF serão aplicadas em fevereiro

O concurso em andamento para corporação já teve suas inscrições encerradas. O número total de candidato, no entanto, ainda não foi informado pelo Cebraspe (antigo Cespe/UnB), banca organizadora.

O próximo passo é a aplicação das provas objetivas e discursivas, de caráter eliminatório e classificatório, previstas para o dia 3 de fevereiro. Os exames serão realizados em todos os estados em que há oferta de vagas no concurso, como por exemplo, Rio de Janeiro e Pará.

Durante quatro horas e meia, os concorrentes deverão responder a 120 questões objetivas e elaborar uma redação (texto dissertativo). Será preciso julgar sentenças como certas ou erradas. Seguindo o modelo do Cebraspe, uma questão errada anulará os pontos de um acerto.

As questões objetivas estarão divididas em três blocos de conhecimento:

Bloco I – 50 questões: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Informática, Noções de Física, Ética no Serviço Público, Geopolítica Brasileira, História da PRF;
Bloco II – 40 questões: Legislação de Trânsito;
Bloco III – 30 questões: Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Legislação Especial, Direitos Humanos e Cidadania, Noções de Direito Penal e Direito Processual Penal. 


Publicado em 18/01/2019 às 19:00:17
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